sexta-feira, julho 23, 2010

segunda-feira, julho 19, 2010

Qualquer coisa de proibido



Talvez aquele gesto de molhar o indicador na boca e sujar a lente das pessoas que lhe eram queridas.

Não era mais que um gesto de amor.

Não é Godard, mas é Godin


"Every new project (or career or relationship) starts out exciting and fun. Then it gets harder and less fun, until it hits a low point - really hard, really not fun. Winners quit fast, quit often and quit without guilt - until they commit to beating the right Dip for the right reasons."

Achievements

Em sete dias estive sete horas na piscina.

Já só me falta desenvolver a guelra.

quarta-feira, julho 14, 2010

Continuo assim


Desajeitada. Sem travões.

Cartas inéditas do espólio Jeremias



Amor,

O El Gordo só sai uma vez na vida, quando se tem a sorte bastante.

Estou bem: mais ginasticada, mais optimista, melhor cercada, com menos cafeína a correr-me nas veias. O sangue, esse, ainda corre azul.

Obrigada por perguntares.

Sumo na vida é o que eu te desejo, rumo na vida, um beijo.



Jeremias

terça-feira, julho 13, 2010

Extraordinário.


El tipo puede cambiar de todo, pero hay una cosa que no puede cambiar: no puede cambiar de passión.

quinta-feira, julho 08, 2010

Não são cor-de-rosa




Muitos vão acusar-me de gostar muito dele por ser mulher.

Mas eu tenho para mim que, independentemente de tantas e tantas coisas, as boas coisas prendem e ganham o mundo inteiro.

O segredo dos seus olhos




A ver muito em breve.

quarta-feira, junho 30, 2010

Carlos Moreira



O Carlos sempre gostou de fotografar, se calhar mais do que das próprias fotografias. Ou então, é ao contrário, não sei, ele há-de saber, ou não.

Bom, o que realmente interessa é que para nós (e para o Tejo também, mas isso são outras "Periferias") és o fotógrafo revelação de todos os meses do ano!

Parabéns e a boa da sorte!

Foto: Eu junto a uma foto de outro participante na exposição "Periferias". Campo Grande nº 185, até 4 de Julho.

segunda-feira, junho 28, 2010

Tenho em mim todas as galáxias do mundo

Ao pé de uma fonte a relva é sempre a mais verde


Passaram-se meses de areia fina a raspar-me na cara, nas pernas nuas, no peito seco; meses de areia não tão fina a riscar-me as meninas dos olhos, a meter-se ouvidos adentro, a acumular-se sobre as feridas.

Passaram-se meses de sol abrasador a queimar-me a pele tenra, os cabelos desidratados, as unhas quebradas.

Passaram-se muitos meses sob o sol, sobre e sob a areia, caminhando a arrastar, cuspindo as últimas gotas de água do meu corpo.

Passou-se tudo isso e muito mais de alguma coisa. E passados tão estranhos meses deparo-me com uma fonte cheia, que derrama, que chama, que anima.

Vou parar, deixar que a fonte me anime e brincar um pouco.

Não tardará que a fonte se transforme em poço. E, então,tudo será como deve ser.

domingo, junho 27, 2010

Um pai

Imagino um pai, como sempre imaginei, continuadamente, sem desvios, ou gradações de intensidade.
Imagino um pai que me mostra as ruas, as histórias por detrás das ruas, que me presenteia com auxiliares de ensino para praticar nas férias. Um pai que me quer pôr a ler, e que comigo se quer pôr a ler. Um pai alto, de mãos fortes, de sorriso aberto, que tem mais amigos do que eu algum dia serei capaz de alimentar. Um pai que me inscreve na natação, nos ateliers de pintura, no piano e no que mais houver.

Um pai que põe à prova todos os meus limites e capacidades e que sobretudo os estimula, convencendo-me de que serei capaz de uma data de coisas, sobretudo por o ter ao meu lado.

Um pai como nunca tive.

terça-feira, junho 22, 2010

Miradouros




A subida é árdua, dá-nos cabo dos joelhos e põe-nos suor no rosto, mas vale cada gesto empenhado.

Admirar Lisboa.

Porque há sempre tanto nela por descobrir. E quando já não houver restará ela e tudo o que até hoje nunca deixei de sentir por ela, com ela, nela.