A menina faz anos. Venha a boa da salva de palmas.
"É então que surges: o teu corpo, que se confunde com o das palavras que te descrevem, hesita numa das entradas do verso. Puxo-te para o átrio da estrofe; digo o teu nome com a voz baixa do medo; e apenas ouço o vento que empurra portas e janelas, sílabas e frases, por entre as imagens inúteis que me separaram de ti."
sexta-feira, julho 23, 2010
terça-feira, julho 20, 2010
segunda-feira, julho 19, 2010
Qualquer coisa de proibido
Não é Godard, mas é Godin
quarta-feira, julho 14, 2010
Cartas inéditas do espólio Jeremias
terça-feira, julho 13, 2010
quinta-feira, julho 08, 2010
Não são cor-de-rosa
sexta-feira, julho 02, 2010
quarta-feira, junho 30, 2010
Carlos Moreira
O Carlos sempre gostou de fotografar, se calhar mais do que das próprias fotografias. Ou então, é ao contrário, não sei, ele há-de saber, ou não.
Bom, o que realmente interessa é que para nós (e para o Tejo também, mas isso são outras "Periferias") és o fotógrafo revelação de todos os meses do ano!
Parabéns e a boa da sorte!
Foto: Eu junto a uma foto de outro participante na exposição "Periferias". Campo Grande nº 185, até 4 de Julho.
segunda-feira, junho 28, 2010

Passaram-se meses de areia fina a raspar-me na cara, nas pernas nuas, no peito seco; meses de areia não tão fina a riscar-me as meninas dos olhos, a meter-se ouvidos adentro, a acumular-se sobre as feridas.
Passaram-se meses de sol abrasador a queimar-me a pele tenra, os cabelos desidratados, as unhas quebradas.
Passaram-se muitos meses sob o sol, sobre e sob a areia, caminhando a arrastar, cuspindo as últimas gotas de água do meu corpo.
Passou-se tudo isso e muito mais de alguma coisa. E passados tão estranhos meses deparo-me com uma fonte cheia, que derrama, que chama, que anima.
Vou parar, deixar que a fonte me anime e brincar um pouco.
Não tardará que a fonte se transforme em poço. E, então,tudo será como deve ser.
domingo, junho 27, 2010
Um pai
Imagino um pai, como sempre imaginei, continuadamente, sem desvios, ou gradações de intensidade.
Imagino um pai que me mostra as ruas, as histórias por detrás das ruas, que me presenteia com auxiliares de ensino para praticar nas férias. Um pai que me quer pôr a ler, e que comigo se quer pôr a ler. Um pai alto, de mãos fortes, de sorriso aberto, que tem mais amigos do que eu algum dia serei capaz de alimentar. Um pai que me inscreve na natação, nos ateliers de pintura, no piano e no que mais houver.
Um pai que põe à prova todos os meus limites e capacidades e que sobretudo os estimula, convencendo-me de que serei capaz de uma data de coisas, sobretudo por o ter ao meu lado.
Um pai como nunca tive.
Imagino um pai que me mostra as ruas, as histórias por detrás das ruas, que me presenteia com auxiliares de ensino para praticar nas férias. Um pai que me quer pôr a ler, e que comigo se quer pôr a ler. Um pai alto, de mãos fortes, de sorriso aberto, que tem mais amigos do que eu algum dia serei capaz de alimentar. Um pai que me inscreve na natação, nos ateliers de pintura, no piano e no que mais houver.
Um pai que põe à prova todos os meus limites e capacidades e que sobretudo os estimula, convencendo-me de que serei capaz de uma data de coisas, sobretudo por o ter ao meu lado.
Um pai como nunca tive.
terça-feira, junho 22, 2010
Miradouros
segunda-feira, junho 21, 2010
sexta-feira, junho 18, 2010
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