quarta-feira, setembro 21, 2011

terça-feira, setembro 13, 2011

Outono

Já se sente o cheiro da terra molhada, das manhãs de nevoeiro ou do trânsito, em hora de ponta, iluminado debaixo de chuva na escuridão das 18h30 de uma quinta feira qualquer.

Já se sente o aperto dos primeiros casacos, que ora aquecem ora "encaloram", dos primeiros collants opacos pretos emparelhados com um pequeno vestido.

São muitas as sensações, sentimentos e memórias que uma nova estação me trazem. O outono mais que qualquer outra, porque sempre me trouxe mudanças drásticas (coisas que começaram, coisas que acabaram).

Continuo a aguardar o outono com a mesma alegria, porque por muitas coisas que por essa altura tenham acabado, serão sempre as coisas que vão começar que me alimentam.

Eu ando à procura delas, a chamar por elas, e elas hão de chegar, estão para chegar.

segunda-feira, setembro 12, 2011

O tempo formalizou a resposta já lá vão 2 anos

Queria e não queria que o tempo fugisse.
O ordenado no fim do mês, as folgas aos fins de semana; sempre à espera do que vinha adiante, do que vinha e ainda não era.
E enquanto isso, Tu.
Tu ao meu lado. No café, na cama, no jesuíta, nas ondas gigantes, na varanda, por todo o lado. A meu lado.
Tu que paravas o tempo e me mudavas os planos.
Contigo, apenas queria e queria que o tempo ficasse. Que o tempo nos desse tempo para a lenga-lenga do amor, dos risinhos loucos, dos beijos estridentes.
E ainda hoje pergunto ao tempo quanto tempo o nosso tempo tem.
Pergunto ainda hoje e ele lá vai fugindo, connosco sempre atrás dele. Março, 2009

quinta-feira, agosto 25, 2011

Da arte

Dizem que todos nascem com um dom, pelo menos um a todos calha em sorte.

Há quem o descubra desde logo, quem o encontre sem procurar, quem o descubra até já tarde demais.

E há também quem nunca o tenha descoberto, pressentido ou avistado.

Se esse for o teu caso, não percas a esperança de o encontrar, quem sabe, sentadinho à beira de um rio qualquer a atirar pedras aos peixes.

Não percas a esperança, só não te esqueças de que pode até já ser tarde demais.

Por isso, acorda cedo, come os teus cereais e vai trabalhando de forma esforçada, árdua e em bastante abundância.

quarta-feira, julho 27, 2011

O vento nas palavras

Olá minha Nini!! Também adorei estes dias e todos os momentos até agora passados neste que é o nosso primeiro verão !!
Prepara-te porque esta semana ainda vamos ter muitos bons momentos :)) e na próxima, e na outra a seguir, e na outra, na seguinte também, etc, etc, etc... até sermos velhinhos :)))) também te amo muito !!

terça-feira, julho 26, 2011

Porque há relações que nos secam



Nos absorvem, nos apertam.
Porque há relações que nos desiludem e outras que nunca fizeram sentido.
Porque de repente nos vemos no lugar de pessoas cujas atitudes tanto criticámos.
Porque há relações que não nos respeitam, que vão do oito ao oitenta, sem equilíbrio, razão ou até coração.

Por tudo isto, não se afastem muito do rio.

Porque há relações que nos secam.

segunda-feira, junho 13, 2011

Nazaré



Conta a lenda que em dias de nevoeiro devemos sentar-nos e reflectir.

Pensar sobre o que queremos, o que procuramos e o que temos encontrado.

Se Deus assim o quiser, uma reflexão sincera será o bastante para fazer levantar o nevoeiro e prosseguirmos caminho seguro.

sexta-feira, maio 27, 2011

O tempo das pausas já lá vai.




Perdoem-me os leitores (são tantos!) deste blogue o tremendo hiato entre aquele post e este outro.

Foi tanto o tempo decorrido que houve espaço para chegar o calor e mudarem as regras da ortografia.

Ainda assim, continuo nova, sem rugas (por enquanto) e capaz de correr 3 desidratados kilómetros em 18 minutos, ininterruptamente.

sexta-feira, janeiro 14, 2011

sexta-feira, outubro 15, 2010

Tudo em mim é bruto ou embrutece.

Os gestos,
as palavras,
os pensamentos,
as atitudes,
os sentimentos.

Queria desculpar-me.

Desculpar-me contigo.

Mas sobretudo comigo.

segunda-feira, setembro 27, 2010

Noiserv



Estive no chapitô. E, apesar do despropositado tempo de espera entre restôs e bartôs, foi um concerto especial.

sábado, setembro 18, 2010

Da naturalidade

Acorda-se a meio de um sonho ou mesmo no fim de um pesadelo. Levantamo-nos, mais tarde ou mais cedo, por mais que pese o peito e se imaginem desculpas, porque há horários para cumprir, e a menos que aconteça uma catástrofe que nos envolva directamente, lá teremos de estar à hora certíssima a picar o ponto.

Comemos porque o corpo exige, lavamo-nos porque a sociedade exige, vivemos porque a vida exige. E vão-se riscando os dias de um calendário cheio deles, com menos cruzes do que aquelas que gostariamos.

Há quem diga que quem acorda assim está necessariamente deprimido. Como se a depressão fosse uma qualquer alteração de estado normal. Como se não fosse natural.

Se calhar acordo assim porque me faltam os pássaros, a relva, o mar, o amor.

Como diria Darwin, fazemos parte do mundo natural que nos rodeia, se esse mundo estiver constantemente a ser alterado, reduzido a pó, então passamos a não fazer parte de nada.

E não pertencer pode muito bem ser o melhor motor para a boa da depressão.

quarta-feira, agosto 25, 2010

Still waiting for Godot

No bad news

Well, she's told, � Hold your buttons and look at the sky
Someone will fix things if you let your face dry
Keep your face near the earth and your heart beat high
And you may transcend the bad news �



Mm, hey little bird � hey little bird
Thank you for not letting go of me when I let go of you
Hey little bird � hey little bird
Thank you for not letting go of me when I let go of you
(Hey little bird � hey little bird)
Thank you for not (letting go of me when I let go of you)

O que seria de um Outono sem Doclisboa?

quarta-feira, agosto 11, 2010

A caminho







De Chaves, porque se diz que conhecermos muito bem as nossas raízes físicas e humanas ajuda a organizar a nossa personalidade.

quinta-feira, agosto 05, 2010

Muitos meses depois ele liga-me, pergunta-me como estou, o que tenho feito, se me refiz, se podemos beber um café enquanto falamos de coisas que já não importam.


Nuno, agora é tarde.